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VISITA GUIADA PELA HISTÓRIA DE PORTUGAL

Portugal é uma das mais antigas nações da Europa, existindo como país há mais de 8 séculos.
Sujeito às mais variadas e regulares invasões, o país recebeu uma variada sucessão de habitantes ao longo dos séculos, que ajudaram a moldar o espírito do país que hoje conhecemos.
A presença humana no território remonta ao paleolítico e ao mesolítico, dos quais se podem ainda ver inúmeros vestígios, sendo os túmulos funerários colectivos os mais abundantes (Palmela, Cascais e Alapraia - próxima do Estoril).
A presença celta também deixou traços profundos no povo português, bem como inúmeros vestígios. As invasões deste povo datam de V e IV a.C. e o exemplo, talvez o mais notório da sua passagem seja a Citânia de Briteiros, uma misteriosa cidadela de pedra com cerca de 200 casas, cisternas subterrâneas e condutas de água, localizada perto de Guimarães no norte do país.
A presença romana que durou do I ao V séculos d.C., deixou uma marca indelével na paisagem. Vestígios bem claros da sua passagem podem ainda ser vistos na cidade romana de Conímbriga, próxima a Coimbra, pelo majestoso aqueduto em Elvas, ou no impressionante Templo romano em Évora. Os romanos também legaram a sua língua. O português é de origem latina, contendo no entanto algumas influências árabes.
A ocupação mourisca durou do século VIII a meados do século XII, das quais uma das suas maiores contribuições foi a introdução do azulejo, um pequeno quadrado brilhante, de tom azulado, que poderá conter, ou não motivos, e que é normalmente utilizado na decoração de interiores ou exteriores.
A história de Portugal como nação, remonta ao ano 1140 d.C., altura em que, após nove anos de revolta contra o Rei de Leão e Castela, Dom Afonso Henriques se auto-proclama rei de Portugal. O seu filho, Dom Afonso I e os seus sucessores, continuaram a expandir o território para sul, conquistando-o aos mouros. Lisboa é-lhes tomada em 1147 e as fronteiras que hoje existem forma demarcadas por D. Afonso III em 1249.
Em 1337, navegadores portugueses chegaram às ilhas Canárias. Suportados pelo Infante D. Henrique - o Navegador, (1394-1460), navegadores como Vasco da Gama, Bartolomeu Dias, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães abriram caminho para um novo mundo, chegando ao Brasil, índia e ao Japão. Assim, Portugal tornou-se um verdadeiro império com territórios em África, na América Latina e no Extremo Oriente, (Timor, Macau, Goa).
Questões dinásticas levaram a que em 1580 Filipe II de Espanha fosse também o Iº de Portugal e assim o país ficou subjugado à coroa espanhola. Em 1640 uma revolta terminou com o domínio espanhol e a casa de Bragança tomou a coroa portuguesa até à instauração da República, em 1910.
Por dezasseis anos, as rivalidades políticas e uma instabilidade económica minaram o recém-estabelecido sistema democrático. Como resposta a estes problemas, o governo militar que tomou posse em 1926 nomeou um eminente professor universitário de economia, Dr. António de Oliveira Salazar, como ministro das Finanças em 1928 e Primeiro-ministro em 1932. Nos 42 anos seguintes, Salazar e o seu sucessor, Marcelo Caetano, nomeado para Primeiro ministro em 1968, governaram Portugal como um Estado "absolutista". Ao contrário de muitos outros países, Portugal não participou na 2ª Guerra Mundial e tornou-se membro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em 1949.
Nos princípios dos anos 60, guerras com os movimentos de independência dos territórios africanos, começaram a prejudicar o trabalho e a riqueza de Portugal. A insatisfação dos profissionais da armada, juntou-se com o crescente sentimentos de revolta contra a guerra do ultramar, o que levou à criação de clandestino "Movimento das Forças Armadas" em 1973.
A 25 de Abril de 1974 o estado totalitarista português caía, quando o Movimento das Forças Armadas tomou o poder num golpe de estado, quase isento de sangue e instaurou um governo militar provisório.

 
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